Sexta-Feira, 18 de Junho de 2021 |

IGP e Polícia Civil organizam mutirão para coletar DNA de familiares de desaparecidos

Objetivo de ampliar identificação em casos ainda não solucionados integra ação nacional do Ministério da Justiça

Por Redação em 04 de Junho de 2021


Para auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou na última semana a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa tem como objetivo coletar materiais biológicos de familiares de desaparecidas com o intuito de realizar busca no Banco Nacional de Perfis Genéticos, que é coordenado pelo Ministério da Justiça.

A coleta será realizada entre os dias 14 e 18 de junho. De forma totalmente voluntária, a coleta deve ser feita, preferencialmente, por familiares de 1° grau da pessoa desaparecida. O DNA do próprio desaparecido também poderá ser extraído de itens de uso pessoal como escova de dentes, escova de cabelo, aparelho de barbear, aliança, óculos, aparelho ortodôntico, dente de leite, amostra de cordão umbilical.

No Rio Grande do Sul, a coleta está programada para ser feita em Porto Alegre e em mais dez municípios: Novo Hamburgo, Viamão, Gravataí, Alvorada, São Leopoldo, Canoas, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas e Santa Maria. Na capital, será em quatro locais: Lomba do Pinheiro, Restinga e Rubem Berta, e o Parque da Redenção, por ser um local mais centralizado e de fácil acesso à população.

O calendário será divulgado posteriormente. A coleta vai seguir todos os protocolos sanitários exigidos em função da pandemia, com uso de máscaras e álcool gel. As amostras de sangue coletadas serão processadas e os perfis genéticos inseridas no Banco de Perfis Genéticos (BPG/RS) do IGP. O banco armazena o material genético de 501 corpos e de 312 famílias.

O material coletado será utilizado apenas com o objetivo de inserção no banco de dados já existente. A Polícia Civil também vai participar, registrando os casos que ainda não tenham boletim de ocorrência e entrevistando os familiares de pessoas desaparecidas, para obter informações que possam auxiliar na investigação do desaparecimento e solucionar o caso.

Em março de 2021, a Polícia Civil inaugurou a Delegacia de Polícia de Investigação de Pessoas Desaparecidas, que é responsável pela investigação do desaparecimento de maiores de idade em Porto Alegre. A delegacia é vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e funciona no segundo andar do Palácio da Polícia.

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