Quarta-Feira, 12 de Maio de 2021 |

Milícia de policiais militares investigados

27 policiais militares, dois sargentos e um capitão, lotados no...

Por Redação em 30 de Abril de 2021


27 policiais militares, dois sargentos e um capitão, lotados no 24º BPM na cidade estão sendo investigados por atuação miliciana, corrupção, violação do sigilo funcional, peculato, prevaricação, abuso de autoridades, entre outros diversos crimes. A investigação faz parte da Operação Bem Cuidado e alguns servidores já não fazem mais parte da corporação local, por pedirem afastamento ou alteração da base de trabalho.

As investigações estão à cargo da Corregedoria-Geral e foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensões e número significativo de agentes policiais militares e cidadãos civis foram presos em flagrante de delito pois foi constatado irregularidades nas buscas e apreensões desenvolvidas.

O processo de investigação tem mais de 15 volumes, aproximadamente 2.900 páginas e terminou com o indiciamento de 27 policiais militares e que também podem ter envolvido oito homens civis. Os envolvidos poderão responder por abandono de serviço, violação do sigilo funcional, peculato, corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de autoridades, crimes previstos no estatuto do desarmamento entre outros delitos, totalizando mais de 40 crimes.

Frente a estes fatos, o Comando Geral da Brigada Militar divulgou na terça-feira Nota Oficial sobre o Inquérito Policial Militar (IPM) destacando também que “a partir de agora, o passo é realizar a instauração dos processos disciplinares decorrentes da solução do IPM, sob o crivo da ampla defesa e contraditório, visando avaliar a conduta de cada policial militar indiciado. Ao final do processo, esses militares estaduais poderão sofrer desde uma advertência até a perda do cargo público por meio de exclusão. Nesse diapasão, maiores detalhes dos indiciamentos não serão informados tendo em vista não causar nenhum prejuízo às partes envolvidas e que a partir de agora tais fatos serão avaliados sob o crivo do Ministério Público e Justiça Militar por meio do processo criminal”.

E o Comando-Geral reafirma que “contando com a ajuda da comunidade rio-grandense no tocante ao envio de denúncias, pois a exemplo desta operação, outras poderão surgir através das constatações e denúncias realizadas pelos cidadãos e enviada ao comando da corporação, haja vista, não compactuarmos com desvios de conduta de nenhum integrante, buscando sempre e elucidação de todos os fatos”.

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