Domingo, 26 de Setembro de 2021 |

Alvoradenses participam de manifestações contrárias ao presidente Jair Bolsonaro

Ato ocorreu na manhã de sábado e percorreu da Praça Padre Léo até o centro do município

Por Redação em 30 de Julho de 2021

"O ato reuniu em torno de 70 pessoas no centro do município" (Foto: Guilherme Wunder)


Na manhã deste sábado, 24/07, ocorreu o terceiro ato de manifestações contrárias a administração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no município. Dessa vez os protestos tiveram início na Praça Padre Léo e percorreram a Avenida Presidente Getúlio Vargas até a Prefeitura. Entre os participantes estavam lideranças partidárias de diversas siglas e sociedade civil.

Em torno de 70 pessoas percorreram e utilizaram os microfones para manifestar sua contrariedade ao atual presidente. Lideranças como a ex-deputada estadual Stela Farias e os candidatos em chapas do Executivo Tiano Caduri (PDT), Junior Caminhoneiro (PSOL) e Rafael Freitas estiveram no ato. Outros nomes que concorreram ao cargo de vereador também participaram da passeata.

Entre os gritos estavam pedidos de melhorias para a educação, mais velocidade na compra das vacinas e pedidos de impeachment contra Bolsonaro. Além de lideranças políticas, alvoradenses que não concorreram a cargos públicos ou não são conhecidos como figuras partidárias participaram da manifestação. Já os carros e comerciantes que viam a manifestação tinham opiniões divididas sobre o ato.

Enquanto alguns motoristas buzinavam em apoio ao movimento e comerciantes aplaudiam a passeata, outros motoristas criticavam a manifestação e reclamavam do impacto do ato no trânsito da cidade. Contudo, não houve nenhum registro de ocorrência em todo o ato, que teve início às 09h da manhã e se encerrou próximo ao meio dia – muitos iriam participar das manifestações em Porto Alegre durante a tarde.

A posição dos manifestantes

A jovem Laura Becker, moradora do Bairro Maria Regina, explica os motivos que a fizeram participar do ato. “É complicado estar nas ruas em meio a pandemia, mas está mais complicado ficar em casa. A gente está vendo o desemprego, os preços dos alimentos. Além das pessoas morrerem pela doença, mas também por fome. São muitos os motivos para nos colocar em risco em meio a pandemia”, relata a alvoradense.

Segundo ela, que não tem filiação partidária, é importante a presença da população em geral nesses atos. “É essencial a gente se organizar como o povo e não como partido político. É somente com organização e saindo para a rua que a gente consegue mudar as coisas. Precisamos tomar conta do nosso direito e não as deixas nas mãos dos outros”, justifica Laura.

Já Maria Luiza Gonçalves mora no Jardim Algarve e não sabia da manifestação. Estava no centro da cidade e resolveu participar. “Isso é um grito de luta e me alivia por tudo o que estamos vivendo. Está muito horrível. Na verdade está tudo muito complicado. As pessoas acabam se colocando de um lado ou de outro e não pensando no país e no que é certo. Estamos vivendo um absurdo e não se preocupam com isso”, fala a professora.

Para Marta Pisoni esse ato é de suma importância que as pessoas vejam que o brasileiro quer uma mudança nos rumos do país. “Eu acho que chega de Bolsonaro. Estamos numa situação calamitosa e com muitas mortes. O nosso país está desgovernado e não sabe para onde vai. Chega dele e precisamos mudar isso. É preciso pensar em impeachment e em tira-lo fora”, finaliza a alvoradense.

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