Sexta-Feira, 23 de Julho de 2021 |

CPI dos Medicamentos chega a 10ª reunião com a presença de Carlos Grossini

O diretor do Hospital de Alvorada foi convocado para participar da reunião

Por Redação em 25 de Junho de 2021

"O diretor do Hospital de Alvorada e Cachoeirinha falou sobre os gastos que aumentaram na pandemia" (Foto: Divulgação)


A CPI com a finalidade de investigar os aumentos de preços de medicamentos e insumos utilizados no combate à pandemia, presidida pelo deputado Thiago Duarte (DEM), chegou a sua décima reunião, que contou com a presença dos representantes de hospitais. Todos confirmaram dificuldades na aquisição de medicamentos do kit intubação, especialmente nos meses de fevereiro, março e abril deste ano.

Além disso, foram relatados aumentos fora do padrão dos preços. “Há uma preocupação grande com saúde dos pacientes e com a saúde financeira dos hospitais também. Nosso papel é o de responsabilizar fatos abusivos que aconteceram no passado e evitar que ocorram situações como no Norte do país, especialmente em Manaus, com grande carga de sofrimento para pacientes e famílias”, aponta Duarte.

O aumento dos preços dos medicamentos para os pacientes com Covid-19 afeta também a saúde financeira dos hospitais. O gasto com fármacos em maio de 2020 no Hospital de Alvorada foi de R$ 101 mil. Em maio deste ano, saltou para R$ 407 mil. Os números foram apresentados pelo diretor da instituição, Carlos Alberto Grossini, que também administra o Hospital Padre Jeremias, de Cachoeirinha.

Os custos dos insumos e de oxigênio também aumentaram. O preço da luva passou de R$ 0,15 para R$ 0,28. E os gastos com oxigênio também dispararam, mesmo não tendo ocorrido reajuste no preço do metro cúbico do produto e nem no fornecimento. Em março de 2020, o Hospital de Alvorada gastou R$ 17 mil com o gás medicinal. Em março de 2021, gastou R$ 75 mil, em decorrência do aumento do consumo pelos pacientes.

No Hospital de Viamão não chegou a faltar medicamentos para os pacientes intubados, mas a instituição enfrentou dificuldades para aquisição. Com estoque suficiente para sete dias, a gestão teme que, no caso de uma terceira onda da doença, a instituição volte a “ficar nas mãos dos fabricantes”. O hospital opera com um déficit anual de R$ 900 mil e conta com recursos extraordinários para equilibrar as contas.

Requerimentos

Antes dos depoimentos, a CPI aprovou três requerimentos. Dois deles autorizam a realização de visitas técnicas aos hospitais dos municípios de Tapes e Agudo, e o outro prorroga os trabalhos da comissão por 60 dias. Duarte afirmou que a CPI promover um movimento de interiorização, quando serão realizadas visitas aos hospitais de Soledade, Espumoso, Não-me-toque, Tapera, Ibirubá, Cruz Alta, Panambi e Ijuí.

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