Quarta-Feira, 23 de Junho de 2021 |

Moradora do Bairro Cedro alega ter tido atendimento negado na imunização contra a gripe

Segundo relato e B.O. registrado, ela não recebeu a vacina por ter denunciado a UBS Cedro em fevereiro

Por Redação em 11 de Junho de 2021

"O posto de saúde já havia sido alvo de denúncias da comunidade em fevereiro deste ano" (Foto: Matheus Pfluck)


Em fevereiro deste ano, o Jornal A Semana foi até a UBS Cedro devido a uma série de denúncias feitas por moradores sobre o atendimento prestado na região. Conforme os relatos, faltavam profissionais e os servidores que trabalhavam no local tratavam a população de forma ríspida e debochada – motivando a comunidade em procurar a redação do veículo de comunicação.

Quatro meses se passaram desde aquela edição, mas nesta semana o tema voltou à tona. Isso porque Adriana Ribeiro, uma das denunciantes, afirmou ter tido o atendimento negado pela UBS. “Eu cheguei lá, fiz o cartão do SUS e tirei a ficha número cinco. Inclusive deixei passar um deficiente na minha frente, mas vi que a enfermeira disse que poderiam passar mais dez na minha frente”, afirma a alvoradense.

Segundo ela, foi nesse momento que ela teve seu atendimento negado por parte da equipe que trabalha no posto. “A enfermeira olhou para mim e me perguntou se eu havia denunciado o posto. Quando eu confirmei, tanto ela quanto a auxiliar disseram que se recusavam em me atender. Pode ir para onde tu quiseres. Eles me negaram a vacina”, enfatiza Adriana.

A reportagem do Jornal A Semana foi até o local na quarta-feira, 09/06, para conversar com a equipe do posto de saúde. Segundo Paulo Roberto Medeiros, Adriana não tomou a vacina. Contudo, ele afirmou não ter autorização para conceder entrevista. Contudo, segundo relatos da comunidade, o caso de Adriana não é isolado e o atendimento no posto de saúde não é prestado de maneira humanizada, mas sim truculenta.

Posicionamento da SMS

O Jornal A Semana entrou em contato com a Secretaria de Saúde (SMS) para compreender o ocorrido e averiguar as informações. A titular da pasta, Neusa Abruzzi; e a diretora de Enfermagem, Clarissa Troyano; inclusive visitaram a UBS Cedro na manhã de quinta-feira, 10/06, para conversar com os servidores o ocorrido antes de se posicionarem sobre o tema.

Segundo Sandim, a equipe da UBS relatou que, no mesmo momento em que Adriana foi se vacinar, havia um usuário autista e ele foi priorizado – existe uma lei municipal que trata disso –, mas a moradora não teria aceitado ter de esperar pelo atendimento. Devido a essa situação, houve uma discussão e a responsável pela vacinação não se sentiu segura em aplicar o imunizante pois foi intimidada pela usuária.

Por causa dessa situação que Adriana não teria sido vacinada, mas houve a orientação para que a mesma procurasse o posto de saúde vizinho. “Devido aos ânimos alterados, a vacinadora não se sentiu segura em aplicar a dose e pediu para que não ocorresse nesse dia. A orientação dada foi de que ela procurasse a UBS Nova Americana para que ela não ficasse desassistida e recebesse a imunização”, salienta o assessor.

Já sobre o atendimento prestado pelo médico e relatado pela comunidade, o servidor afirma que ele não estava envolvido no atendimento. “Essa situação não tem relação com o médico. Foi uma situação isolada com a vacinadora e não teve nenhum médico envolvido no atendimento. O profissional sequer estava nessa cena, mas sim o enfermeiro e a vacinadora que fizeram o atendimento e orientação”, conclui Sandim.

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