Sexta-Feira, 01 de Julho de 2022 |

Municípios da Região Metropolitana enfrentam grave crise no sistema de saúde

Em reunião promovida pela GRANPAL, 14 municípios declaram estar além das suas capacidades

Por Redação em 10 de Junho de 2022

"A reunião ocorreu na última semana, na sede da GRANPAL, no Instituto Caldeira" (Foto: Divulgação)


A alta demanda de pacientes com problemas respiratórios, somada ao aumento dos números de casos de Covid-19, expôs vários problemas dos serviços de saúde no Estado. Esse cenário foi pauta de uma reunião promovida pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (GRANPAL) com os secretários de saúde de 14 municípios, na manhã de quarta-feira, 01/06, na sua sede no Instituto Caldeira.

O encontro foi um dos encaminhamentos firmados a partir da reunião com a secretária estadual de saúde, Arita Bergmann, no último dia 27. Os secretários apresentaram a situação dos municípios e o cenário, exposto de forma unânime, inclui emergências lotadas, falta de insumos e de profissionais para contratação, e principalmente, os orçamentos estourados.

A previsão para destinação de recursos em saúde nas contas municipais, de acordo com a Constituição Federal, é de 15%. Vários municípios já ultrapassaram esse índice, chegando a comprometer 42% do orçamento. As causas, segundo as autoridades, seriam o congelamento do repasse federal e o corte de repasses em razão da Covid-19. Em nível estadual, o Programa Assistir também gerou perdas de receitas municipais.

Representando Alvorada estavam a secretária de Saúde (SMS), Neusa Abruzzi; acompanhada da diretora-técnica Adriana Parisotto e do assessor jurídico Sandro Sandim. A titular da pasta explicou que, mesmo em meio ao congelamento de repasses e corte em razão da Covid-19, Alvorada investe 24% do orçamento em saúde pública – o determinado pela Constituição é de 15%.

Considerando a gravidade, o presidente da GRANPAL e prefeito de Nova Santa Rita, Rodrigo Battistella (PT), e os secretários municipais definiram ações que visam gerar impacto imediato. “A situação que vivemos é algo sentido por todos os municípios que integram a associação, e por isso, por meio do diálogo, vamos construir ações que repercutam no acesso da população à nossa rede pública”, enfatizou Battistella.

Segundo os secretários de Saúde da região, a falta de médicos e a escassez de recursos é uma dura realidade enfrentada pelos municípios. Mesmo com todas as dificuldades, Neusa afirmou que tem buscado todas as alternativas possíveis para garantir e ampliar serviços, principalmente na atenção primária e intermediária, garantindo o cuidado da população de Alvorada.

COMENTÁRIOS ( )