Quarta-Feira, 12 de Maio de 2021 |

SMS da continuidade na reforma da Unidade de Vigilância de Zoonoses

Obra teve aprovado recentemente pela Câmara um aditivo para a sua conclusão

Por Redação em 16 de Abril de 2021

"Local não dispõe de atendimento veterinário ao público" (Foto: Divulgação)


No início de 2020, a Secretaria da Saúde (SMS) deu início a obra estrutural no Centro de Zoonoses. A reforma visa adequar e qualificar o espaço para o desenvolvimento das atividades. Além disso, desde o ano passado também está sendo implantado o programa de Registro Geral de Animais, através de microchipagem e esterilização de fêmeas Caninas e Felinas.

A reforma vai contemplar as 14 celas, sala de procedimentos, cirurgia, sala ambulatorial, sala de autoclave, sala de banho/preparação, enfermaria, salas administrativas, cercamento com gradil de concreto na parte frontal, rede nova de captação de esgotos pluviais e cloacais. Já a ampliação trata-se da construção de 15 novas celas individuais, dez baias de isolamento, seis baias para acomodação para banho, ampliação da área de solário nas 14 celas existentes, depósito de pesticidas, sala de necrotério, depósito de ração, nova sala de recepção com sanitário acessível, lavanderia, área de estacionamento, carga, descarga pavimentada com bloco intertravado.

Contudo, devido a pandemia de COVID-19, os serviços foram momentaneamente suspensos, retornando em 2021. O Centro de Zoonose é um departamento vinculado à SMS. Dentre as suas atribuições está a realização de ações e serviços de saúde voltados para vigilância, prevenção e controle de zoonoses e de acidentes causados por animais peçonhentos e venenosos, de relevância para a saúde pública.

É importante ressaltar que, a UVZ é um estabelecimento de saúde responsável pela Vigilância de Zoonoses e não dispõe de atendimento veterinário ao público. Neste local são desenvolvidas ações estratégicas de controle das populações de animais de relevância para a saúde pública enquanto fatores de risco de transmissão de doenças e agravos zoonóticos, que são transmitidos entre animais e seres humanos como a raiva, leishmaniose, leptospirose entre outras.

Os animais acolhidos na Unidade passam por um período de observação e após o descarte do risco de transmissão de zoonoses recebem tratamentos, quando necessários, são castrados e recebem um chip de identificação. Estes animais são colocados para adoções responsáveis. Nos últimos dois meses mais de 18 cães receberam os chips de identificação, castração e ganharam um novo lar.

Microchipagem

É uma medida adotada para controlar a reprodução e garantir a qualidade de vida animal. O chip dispõe de informações que, além de facilitar o atendimento veterinário, possibilita o resgate de cães e gatos das ruas.

Em vários países o uso de microchip é obrigatório, mas, ao longo do tempo, o dispositivo se tornou uma tendência natural que traz benefícios tanto às espécies quanto à população. A identificação dos dados só pode ser feita na chamada “leitora”, uma máquina específica que acompanha o kit de microchipagem. Qualquer pessoa, veterinário, clínica, hospital que possua o equipamento pode fazer a leitura, pois os microchips utilizados são universais.

Em casos de situações envolvendo suspeita de maus tratos e abandono devem ser denunciadas aos órgãos competentes do meio ambiente e policiais por se tratar de crimes ambientais.

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