Quinta-Feira, 19 de Maio de 2022 |

Carta do leitor

57º ENSAIO DE RUA: O UNDERGROUND VOLTA À PRAÇA COM MUITA GARRA

Por Redação em 24 de Dezembro de 2021


Foi uma tarde carregada de emoção no Anfiteatro da Praça João Goulart – ou Praça da 48. Marcante, para quem acompanha a cena underground e o rock da cidade de Alvorada. Quase dois anos sem eventos públicos, mas o 57º Ensaio de Rua está aí para mostrar porque o rock jamais morrerá. Evento que completou 20 anos de estrada no município da região metropolitana de Porto Alegre, trouxe bandas importantes que ajudaram a construir essa história. Nomes como Christopher, Os Jubileu, Rejeitados Pelo Ódio, The Gilligans, Golpe e Motriz contagiaram o bom público presente com uma diversidade de propostas e estilos. Anderson Passos, vocalista da banda Motriz, que se apresentou pela quarta vez no evento, resume bem o que foi a tarde de domingo (19/12): “O dia estava lindo e as pessoas com vontade de ouvir música na praça”. O músico, que se diz influenciado pelas bandas grunge de Seattle, junto com sua banda de Porto Alegre, trouxeram interpretações do Nirvana como “Smells like spirit”; ” Bulls on parade”, do Rage against the machine; “Higway Star”, do Deep Purple entre outros clássicos do rock, falou da importância desse evento para o underground: “Esse evento foi muito marcante pra história do underground gaúcho porque celebrou 20 anos de uma união entre bandas, muito trabalho e vontade de fazer as coisas acontecerem. É a prova de que quem quer consegue e que o cenário underground continua muito vivo e rico em diversidade, pois cada banda que tocou no evento tinha seu próprio estilo e identidade.” Questionado se o rock poderá morrer, Anderson diz que: “Morrer é uma palavra muito forte, o rock deixou de ser o mainstream simplesmente pela evolução natural da música e por não fazer mais parte da identidade dos jovens dessa geração. Sempre vão existir rockeiros, metaleiros e punks por aí, mas no momento em que o rock deixou de ser o gênero musical com que a juventude se identifica (o que atualmente acontece com o rap/trap/funk e mais cedo ou mais tarde também vai "morrer") o estilo diminuiu de influência. Mas não quer dizer que o rock morreu, acho que nunca vai morrer.” Isso é Ensaio de Rua, que não poderia existir até hoje se não fosse a obstinação dos brothers Chuck e Everton Santos. Parabéns. Até o próximo.

Paulo Kobielski

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