Segunda-Feira, 02 de Agosto de 2021 |

Editorial

É preciso investigar

Por Redação em 07 de Maio de 2021


Nos últimos dias se tornou pública uma investigação interna que está acontecendo dentro da Brigada Militar. Mais especificamente dentro do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O caso, que envolve crimes como milícia e corrupção, indiciou 27 soldados que trabalhavam na cidade. isso mesmo, no passado. Segundo comandante, a grande maioria já está afastada de seus cargos.

Contudo, por mais que isso tenha acontecido, foi possível ver nas redes sociais e nas ruas os burburinhos sobre os policiais em Alvorada. Muitos relatam ter medo dos soldados e dizem que eles são grossos e prepotentes com a população. Essa opinião já existente, quando se soma as investigações divulgadas na semana anterior, levantam diversas teorias na população.

Será que é possível confiar em 100% dos policiais? O medo é justificável? Essa investigação pode tirar o crédito da corporação? Esses são questionamentos que surgem e fazem com que muitos repensem até em sua confiança no trabalho prestado dentro do município. Fica muito difícil tomar qualquer partido, mas é importante ressaltar que não são todos assim.

Existem muitos policiais que fazem muito bem o seu trabalho e, infelizmente, como em qualquer classe profissional, existem funcionários que podem ser corrompidos em algum momento. O errado é colocar toda a corporação em um mesmo saco e julgar a todos – até porque não é papel da sociedade e sim do judiciário fazer esse papel de analisar as provas e tomar providências.

Sem contar que existem diversos motivos para se parabenizar a Brigada Militar. Ao longo dos últimos anos, os índices de criminalidade vêm reduzindo e o trabalho sendo mostrado. Isso mesmo com todas as dificuldades de pessoal e da pandemia. Há tempos não se vê Alvorada nas páginas policiais e isso é mérito do trabalho feito na cidade pelo mesmo Batalhão que agora está sendo criticado.

Aqui a ideia não é defender um lado, mas sim esperar que a justiça seja feita e não generalizar o trabalho feito pela polícia. Isso porque não é nosso papel fazer julgamentos sem conhecimento de causa. A polícia tem que dar o exemplo por cobrar a lei e a avaliação é constante, mas não pode ser generalizada e nem feita sem conhecimento de causa. Queremos, como todos, a justiça.

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