Quinta-Feira, 26 de Maio de 2022 |

Editorial

A falta de diálogo na mudança

Por Redação em 01 de Abril de 2022


Todos sabem aqui da importância que o estacionamento rotativo – como movimento de democratização dos espaços públicos – funcionou. Hoje fica mais fácil encontrar vagas para estacionar na cidade e, tanto os comerciantes quanto as pesquisas encomendadas pela Associação Comercial e Industrial de Alvorada (ACIAL), mostram que a prática surtiu efeito.

Contudo, é nítido a falta de comunicação entre a empresa responsável pelo serviço, poderes constituídos e os usuários. Leis e decretos são criados e quando a comunidade se adapta, entram novos sistemas. Vereadores que lutam por alguns direitos que julgam ser corretos não compreendem as mudanças, mas elas acontecem sem um aviso prévio.

Em tempos atuais, os avisos de alteração não pode se basear com recados próprios em suas redes sociais. Deve ser dada ampla divulgação e facilidades de pagamentos. Falta de comunicação não deve ser a tônica para majoração de preços ou alterações de tempos. O que aparenta muitas vezes é que ela visa somente o lucro – por mais que a divulgação não é de ser um projeto arrecadatório, mas sim de democratização. Porém quem mais sofre com essa falta de clareza e divulgação é a comunidade.

Quem também sofre com a falta de comunicação oficial são os monitores contratados pela empresa que estão na linha de frente e ouvem as reclamações dos contribuintes. Contudo, eles são apenas funcionários e, muitos deles, querem e tentam auxiliar a população sempre que possível. E o resultado é que eles acabam sendo injustamente criticados, sendo que não seria responsabilidade primeira deles de informar.

Enquanto isso, a arrecadação sobe a cada dia, pois as isenções foram reduzidas ao máximo. O novo reajuste na tarifa – aumentando os valores em 25% - e o horário de cobertura do estacionamento rotativo que era das 17h foi para às 18h irá impactar na arrecadação.

Já a população fica sem saber para onde vai esse dinheiro arrecadado ao longo dos meses. Não se vê os investimentos esperados – por mais que a Prefeitura não fique com todo o recurso – e nem se tem informações de como proceder. Virou uma relação de “manda quem pode, paga o contribuinte” entre o estacionamento rotativo e o povo. Uma pena para uma ideia que surgiu com o termo democracia como mote.

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