Quinta-Feira, 06 de Maio de 2021 |

Editorial

É a gente quem perde

Por Redação em 12 de Fevereiro de 2021


Há alguns dias que vem se falando nas redes sociais sobre o programa Brasil em Campo. Isso porque, assim como Porto Alegre e Guaíba – que aceitaram a proposta –, Alvorada também teria sido contemplada com a iniciativa do Ministério da Cidadania. O objeto desse programa é construir um centro de treinamentos para os mais variados esportes. Tudo com investimento federal.

Cabia ao município conceder um terreno de 24 mil metros quadrados – terraplanado, cercado e com eletricidade – para que a empresa que vencesse a licitação fizesse a obra. Depois disso, a Prefeitura abriria um processo licitatório para conceder o espaço para a administração privada. O programa é semelhante – mas em menor proporção – ao Centro da Juventude.

Contudo, após uma semana de debates, a Prefeitura optou por não aceitar o programa. A alegação é de que o município não conta com uma área deste tamanho para conceder e assim construírem as obras necessárias. Assim, o investimento de R$ 1.2 milhões deixará de entrar nos cofres municipais ou na realidade de milhares de pessoas que seriam beneficiadas com o projeto.

Infelizmente não é possível confirmar se existe ou não algum terreno nas dimensões necessárias. Isso porque muitas áreas são pertencentes ao Governo do Estado ou a HABITASUL. Existem ainda locais que ainda são registradas pelo município de Viamão. Então, por mais que se teorize sobre o interesse ou não da administração Appolo ao projeto, não é algo simples de confirmar.

Contudo, é certo que muitas pessoas vão começar a criar teorias de que a não vinda da iniciativa tem um cunho político por trás. Isso porque Douglas Martello e o seu partido (DEM) foram adversários de Appolo no último pleito. Com isso, pode-se pensar que a recusa do investimento se deu pelas rusgas políticas entre os dois candidatos. Algo que se espera não ser verdade.

Isso porque Alvorada não pode ser penalizada por questões políticas, partidárias ou eleitorais. Esse processo terminou em 15 de novembro e agora é necessário pensar na cidade e não em rusgas eleitoreiras. Isso porque, quem perde com isso tudo, é o município. Contudo, se espera que esse não seja o motivo e que logo Alvorada tenha áreas para ser contemplada com programas como esse.

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