Segunda-Feira, 18 de Outubro de 2021 |

Editorial

Os efeitos da pandemia

Por Redação em 08 de Outubro de 2021


Essa semana Alvorada teve um capítulo triste de sua história com o assassinato de Wagner Lovato em um caso que segue reverberando nas redes sociais e veículos de imprensa. Teremos uma manifestação essa semana e sabemos que o processo deve seguir na Polícia Civil e depois em audiências do judiciário. Um capítulo triste e que ainda está no início.

Contudo, uma coisa que muitas pessoas ainda não compreendem ou notam é que casos como esse vêm aumentando de uns anos para cá. Alguns dizem ser pela polarização política – e poderemos ver isso se confirmar ou não no próximo ano – e outros falam que isso é uma consequência da pandemia. Algo que teremos de reaprender nos próximos meses.

O problema é que, em ambas as teorias, a população é a que mais sofre agora e a que mais sofrerá no futuro próximo. Em 2022 o Brasil deve voltar à normalidade – ou ao novo normal como muitos dizem – e será necessário reaprender diversas coisas. Muitos se isolaram ou brigaram com pessoas próximas e agora sentem saudade e querem a reaproximação sem saber como fazer isso.

Outros tantos viram a pandemia como um momento de reflexão e tentaram se reaproximar de pessoas que brigaram no passado, algo muito mais válido para se fazer em um período difícil como o que vivemos. Isso porque as dificuldades serão muitas nos próximos meses. A economia segue retraída e todos sofrendo com isso, aumentando os seus problemas.

Quando se escreve isso pode-se estar falando de problemas novos, mas também existem os antigos e que não tiveram um acompanhamento. Isso porque a pandemia deixou todos com medo de ambientes hospitalares e muitos tratamentos foram interrompidos. Isso significa que novas doenças podem surgir e termos novos casos de mortes por outras causas.

Infelizmente tudo está sendo levado para a ponta de faca e quem perde somos nós, a população. Por isso é necessário também utilizar o caso de Wagner Lovato como um exemplo, afinal precisamos aproveitar mais os bons momentos e não levar tudo ao extremo. Infelizmente não sabemos o que vai acontecer no próximo segundo de vida para poder se arrepender e voltar atrás.

Novos tempos exigem novos preparos, novos temperamentos. E estamos preparados? Seremos pegos de surpresas ou surpreenderemos aos que nos rodeiam com posturas dignas e que enaltecem o nosso meio? Cada um tem o seu livre arbítrio. Pensamos.

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