Sbado, 25 de Setembro de 2021 |

Editorial

Será que é o momento de retornar?

Por Redação em 06 de Agosto de 2021


Essa é a pergunta de R$ 1 milhão que precisa ser respondida quando se fala no retorno das aulas presenciais. A Prefeitura publicou um decreto autorizando a retomada e o fim do ensino on-line no município.

A informação é que os alunos devem voltar às escolas na segunda-feira, 09 de agosto e pegou muitos de surpresa gerando debates/dúvidas sobre como funcionará esse novo momento da educação já que ainda estamos na pandemia da Covid-19.

De um lado existem os pais que precisam da escola para poder trabalhar ou que acreditam que o ensino domiciliar não tem a mesma eficácia que o ensino presencial nas escolas. Isso sem falar que muitos acreditam que a pandemia está sendo superada e que o retorno das atividades presenciais nas escolas possa ser um sinal de que o pior já passou e estamos voltando a normalidade.

No outro lado existe o receio de pais em enviar os seus filhos e traze-los para casa com o vírus – existem pelo menos dois surtos confirmados em escolas desde o início do ano. Isso sem falar na falta de garantias da segurança, pois os pais têm que assinar um termo de responsabilidade em caso de contágio. Além disso, a vacinação para os professores ainda não teve seu ciclo completo e para as crianças e adolescentes está no início.

O que se sabe dentro de Alvorada é que a adesão ao modelo híbrido não foi tão alta. Segundo dados da SMED de maio deste ano, menos de 50% dos alunos aderiram ao formato e optaram por seguir com o ensino remoto. Já em junho, quando houve a confirmação de casos dentro da Escola Cecília Meireles, em torno de 20 estudantes – dentre os cerca de 600 matriculados – estavam indo para as escolas.

Com esses dados/recortes, por mais que pequenos, se levantam diversos questionamentos: Por que não houve grande adesão ao modelo híbrido? Quais os motivos dos pais optarem pelo ensino remoto? É o momento de “forçar” o retorno? Foi feita uma pesquisa para saber a opinião da comunidade escolar sobre o retorno? São diversas as perguntas que seguem sem respostas.

A medida da Prefeitura de cortar a aula on-line e a distribuição de marmitas – esse último um carro-chefe da campanha de reeleição de Appolo – surpreende a todos. A impressão que fica é de que querem obrigar um retorno que nem os pais confiam que seja o momento adequado. Com isso, as maiores dúvidas que ficam são: Já voltamos a normalidade? Quem se responsabilizará se surgirem novos surtos?

Somos um dos últimos países do mundo ao retorno das aulas, um dos últimos estados da federação à volta as aulas e um município que mais do que nunca necessita da qualificada educação. Já não tardamos no retorno as aulas? As crianças que são o nosso futuro merecem um acompanhamento digno e justo para o bem estar de todos nós.

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