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Opinião

Como as empresas devem se preparar para o fim do ano?

Por Redação em 25 de Outubro de 2013


Um breve olhar ao redor o fará perceber que a época de trocar presentes se aproxima, apesar de ainda estarmos em outubro. Panetones nas prateleiras dos supermercados, produtos natalinos a venda no comércio de rua, tapumes e árvores de natal em construção nos shoppings são alguns dos indicadores.
Apesar da excitação que antecede o período, um planejamento ruim por parte da oferta pode significar desde a perda de clientes até o comprometimento do fluxo de caixa, em razão do baixo giro dos estoques. Vejamos algumas dicas que poderão ser úteis para este período.
Oferta versus demanda: ajustar a capacidade de produção e serviço à demanda esperada é a primeira estratégia que deve ser considerada. Uma demanda maior que a oferta resultará em perda de vendas, clientes e faturamento, já o oposto poderá levar a excessos de mercadorias nas prateleiras e depósitos, que precisarão ser desovados nos meses seguintes através de promoções, corroendo as margens obtidas em dezembro.
Processos e controles: não obstante dezembro ser sinônimo de empurra-empurra, garantir um atendimento ágil e cordial aumentará a taxa de retorno dos clientes, assim como as vendas. Comece por uma análise de seus processos e controles, liste os pontos fracos, implantando melhorias tais como um sistema de filas com senha, a adição de mais terminais de pagamento ou a contratação de uma banda larga extra.
Mão de obra temporária: talvez você precise de trabalhadores adicionais para os meses de maior movimento. Um treinamento consistente sobre os produtos e processos é peça chave, além da integração com o time atual. É irritante, ver funcionários perdidos no meio da loja ou sendo treinados em funções críticas, enquanto clientes esperam por atendimento.
Diversificação de portfólio: a diversificação de produtos é uma inteligente saída para a variação da demanda. Ofertas e produtos menos sazonais podem ser desenvolvidos, aproveitando-se a ociosidade das máquinas, o conhecimento dos canais de vendas e a força da marca.
Enfim, apesar da promessa de natal modesto, lojistas, comerciantes e fabricantes que souberem se planejar com antecedência, ajustando suas curvas de oferta e demanda, azeitando suas operações e mão de obra, assim como entregando conforme prometido, poderão auferir bons lucros enquanto fidelizem a conquistam novos clientes. Aos não tão prevenidos que ainda mal começaram a pensar no assunto, perda de clientes ou estoques altos serão problemas a serem digeridos no próximo ano. Em suma, planejamento é o nome do jogo.

Marcos Morita
Mestre em Administração de Empresas, especialista em estratégias empresariais

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