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Opinião

Educação verde, a verdadeira revolução

Por Redação em 13 de Dezembro de 2013


Estamos chegando ao final do primeiro ano de Governo Serginho e percebemos que o Prefeito está finalmente conseguindo enfrentar alguns problemas que urgiam em nossa cidade, como as vias completamente esburacadas e a precariedade da iluminação pública. Nesse primeiro ano, o governo também conseguiu encaminhar junto aos governos estadual e federal alguns projetos importantes para Alvorada, como o corredor de ônibus da Av. Presidente Getúlio Vargas, o dique de contenção do Arroio Feijó, a duplicação da estradas Caminho do Meio e Frederico Dihl.
Porém, o maior problema da cidade está longe de ser solucionado: o lixo! Por mais que Governo Serginho tenha conseguido dar destino ao lixo que se acumula em vários focos pela cidade, não há uma política pública que aponte para conscientização ambiental. Recolher o lixo é fundamental, mas é preciso pensar na redução da produção de lixo, o que só é possível através da educação ambiental.
Em 2010, o Vereador Marcus Thiago (PT), apresentou à Câmara de Vereadores, um projeto de lei que instituía ensino de educação ambiental no currículo das escolas públicas municipais. Na ocasião, apenas a bancada petista votou favorável ao projeto, que foi rechaçado pela então bancada governista (PTB, PDT, PMDB, PRB). Me causa certa estranheza que o então Vereador Serginho tenha votado favorável ao brilhante projeto do colega, agora, como prefeito, permita que a Sala Verde, a única alternativa em educação ambiental na cidade de Alvorada, e um dos poucos projetos que funcionavam no Governo Brum, seja desmontado pela Secretaria Municipal de Educação (SMED).
A Sala Verde foi criada em 2004, através da aprovação de seu projeto pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Um dos critérios para a aprovação é a existência do espaço físico com acessibilidade e, no mínimo, dois profissionais lotados no projeto. Em 2012, o projeto ganhou através de outro edital do MMA, microcomputadores completos e impressora, para instalação do telecentro da Sala Verde no prédio da SMED.
Porém, a imprensa local denunciou que a Sala Verde vem sendo sucateada no Governo Serginho. Se no Governo Brum o projeto contava com diversos profissionais, além de estagiários, no início de 2013, a Sala Verde contou com apenas uma única profissional, a qual por diversas vezes, foi desviada de sua função para atender a outros setores da SMED (Central de Matrículas, Biblioteca, Assessoria Pedagógica, Patrimônio, etc).
Ao longo do ano, a Sala Verde passou a contar com duas profissionais, mas foi realocada por duas vezes, ocupando espaços físicos sem a infra-estrutura necessária (e exigida no edital do MMA). Atualmente, ninguém sabe onde está localizada a Sala Verde, ou se quer, se ela existe. O telecentro, jamais existiu, mas ninguém sabe explicar onde foram parar os computadores. Recentemente, a Prefeitura Municipal de Alvorada, através da sua Coordenadoria de Comunicação Social (CCS), se manifestou, falando sobre a situação da Sala Verde, sendo contestada pelo autor e ex-coordenador do projeto, que apontou diversas inverdades na explicação da Prefeitura.
Sabemos que o "alinhamento das estrelas" tem sido importante para o nosso município, mas o prefeito deve ser mais do que um "carimbador" de verbas estaduais e federais. Ele deve promover no município, políticas públicas de desenvolvimento humano, social e econômico, com metas e objetivos claros e específicos.
Peço ao prefeito que não receba minha crítica de forma rancorosa, mas construtiva, e sugiro que tome as providências necessárias para que a Sala Verde volte a funcionar à pleno. Afinal, se já está difícil de dar destino ao lixo agora, imagine o quanto pode piorar, ao passar do anos, se não educarmos nossos cidadãos, buscando um nível de conscientização que contribua efetivamente para a diminuição da produção de lixo em Alvorada.

Dudu Correa
Ativista político

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