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Opinião

O empreendedorismo feminino

Por Renato Vieira de Avila Advogado, mestre em Estratégia, especialista em Direito Empresarial e Tributário em 28 de Junho de 2013


Por tradição, homens são preparados desde o berço para governar e assumir os negócios familiares. Mas, esse cenário vem se modificando. Ao menos é o que indicam dados do Internacional Business Report 2012 (IBR), que aponta que no Brasil 27% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. O índice revela crescimento de três pontos em relação ao ano de 2011. O desafio maior é com relação as empresas familiares.
Para que esse número de gestoras também ocupe cargos de liderança em empresas familiares, é preciso quebrar paradigmas e superar o preconceito e as indiferenças. E, parte desta resistência em nosso estado, se deve pelo fato da grande maioria das empresas familiares de Santa Catarina terem sido fundadas por homens.
O desafio para superar este modelo corporativo masculino existe e é missão a ser superada pelas próximas gerações de gestores. Contudo, apesar deste nítido crescimento, a média salarial masculina em cargos executivos chega a ser quatro vezes maiores do que a remuneração feminina.
A inserção da mulher neste cenário corporativo é positiva por muitos fatores, como estilo mais inclusivo, intuitivo e voltado mais a pessoas do que às tarefas e aos números. Uma mulher gestora, assim como qualquer homem, deve desenvolver características de competitividade, autoridade e liderança. Ambos os gêneros requerem atributos como senso de adequação ao mercado, saber ouvir e comunicar para sobressair-se.
Mais do que buscar uma equiparação ao homem, a luta da mulher deve se manter em não haver diferenciação. Alguns fatores positivos que pesam a favor das empreendedoras estão na sua humildade para aprender e reconhecer erros, na ambição e persistência em sua carreira e, sobretudo no aspecto de organização.

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