Sbado, 22 de Janeiro de 2022 |

Opinião

Os amigos existem?

Por Carolina Cristina Careta Psicóloga clínica e escritora. em 02 de Agosto de 2013


Entre tantas frases prontas, paradigmas e lembranças, guardamos sempre na memória aqueles que fazem ou fizeram parte de nossa história.
(...)
Estamos sempre cercados de pessoas e precisamos uns dos outros. Porém, entre tantos meios, como identificar um amigo? Ou, entre tantos questionamentos: é possível acabar uma amizade?
Segundo o dicionário Aurélio, “Amigo é uma pessoa a quem está ligado por uma afeição recíproca”. Normalmente essa identificação, segue no desejo de conservar o que nos faz bem, nos diverte,consola e que podemos compartilhar a própria vida! Porém, como tudo em nossa trajetória: criamos e rompemos vínculos à medida que nossos caminhos nos levam a novos rumos...
(...) Quem é que nunca teve um amigo no trabalho, por exemplo, que para a própria defesa ou promoção simplesmente jogou tudo para o alto a “amizade” em benefício próprio?
Ou aquela pessoa, em que cresceram juntos: dividiram os primeiros segredos, as primeiras bonecas e carrinhos, muitas gargalhadas e lágrimas com a adolescência e anos mais tarde? Apenas as lembranças entre fotos e saudades é o que nos restam...
Mesmo aquele que você jurou que era “ponta firme”, praticamente um membro da família, que com o passar dos ciclos as diferenças da história de vida, tudo se transforma em incômodos pessoais ou afastamento... E lá sei vai tudo por água abaixo novamente!
Nas outras áreas, tudo é muito corriqueiro e caso venha a chegar às redes sociais, não ultrapassam a elas. Há quem o diga também, que muitos acompanham a vida do outro “online” e pessoalmente fingem que não se ver e são passados por meros desconhecidos! (Entendo que isso ocorra, mas será que de alguma forma é permitido por nós mesmos tais frustrações?).
(...)
O mais interessante é que apesar dos contratempos, há sempre aqueles que sobrevivem às tempestades que passam por nossas vidas e existe troca positiva. Mesmo que o contato muitas vezes seja menor, o sentimento verdadeiro sempre os aproxima de alguma maneira!
Dessa forma, facilitando o processo de peneirar, ou seja, deixar ir embora o que não se encaixa mais e permitir que o novo faça parte de nossa trajetória! Fortalecendo a ideia de que não precisamos da aprovação do outro para sermos realmente felizes e aceitos.
É importante igualmente digerir que: “O que pode ser importante hoje, amanhã pode não ser mais e vice-versa. Assim, ter como critério de vida o conceito do “DESAPEGO”. Lembrando, que acima de tudo, somos falhos e também podemos ter representado essas figuras na vida de outras pessoas...

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