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Opinião

Segurança Pública

Por José Carlos Grando - Professor Universitário em 16 de Agosto de 2013


Na ordem pública devemos considerar o que seja violência, criminalidade, insegurança e segurança. A violência é responsável pela criminalidade, esta por sua vez gera a insegurança. E a insegurança requer a presença da polícia na rua. No entanto, a polícia na rua só vai combater os efeitos e não as causas. As causas se eliminam com justiça, educação, trabalho, com projetos de estado e estratégias de solução para curto, médio e longo prazos.
A educação formal e informal é uma das estratégias de solução a médio e longo prazo, talvez não para a nossa geração, mas para atender às necessidades da lei de Deus e da lei dos homens.
“Prender por prender não resolve o caso”, escutei outro dia, de um policial. Este procedimento só elimina os efeitos e não as causas. Temos, sim, que injetar esforços nas ações que eliminem a violência, verificando porque ela acontece e aplicarmos a solução certa na hora certa.
Sobre a segurança, existem países desenvolvidos onde a relação é de dois policiais para cada mil pessoas. Em outros, quatro para cada mil pessoas. E no Brasil, seis ou mais policiais para cada mil pessoas. Diante desta realidade, o que devemos fazer é analisar a raiz da violência. Inclusive aumentando ou diminuindo o contingente policial, segundo o menor ou maior grau de criminalidade. Daí a necessidade urgente de um trabalho de estatística e pesquisa por parte das autoridades, que assim poderão priorizar e hierarquizar as metas para a área de segurança pública.
A violência é algo interno, presente nas pessoas em graus diferentes, que pode se transformar numa doença pela ausência da verdade e de uma boa educação. A criminalidade é externa e um resultado da violência. Daí a necessidade de bons exemplos na família, na escola e na sociedade.
Devemos combater a violência do particular para o geral, e uma boa estratégia é oferecer um nível melhor de educação. Temos que adotar medidas urgentes para evitar um mal em proporções incontroláveis na sociedade. Mas temos também que pensar no futuro. E o futuro só é possível pelo processo educacional que vise a eliminar as causas que nos envergonham como homens e cidadãos deste país.

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