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Opinião

Ser jornalista

Por Clarissa Colares – jornalista em 12 de Abril de 2013


Ser jornalista, pra mim, é gostar de comunicação. É gostar de um bom papo. Sentar cara a cara com uma pessoa e ter a curiosidade de conhecer a sua história, escutar a sua versão, procurar entender as suas angustias, revelar o seu talento... Ser jornalista é gostar de traduzir em palavras o que o outro sente. E aí, muito mais do que saber regras de pontuação, crases ou aplicação de hífen, o jornalista tem que ter compromisso com a verdade e sensibilidade para encontrar a principal notícia dos fatos escutados. É ter um olhar para todos os lados. É dar voz para quem já tem e para quem não costuma ter visibilidade. É captar a essência do ser humano através das aspas. É contar uma verdade através de um sorriso, de um franzir de testas, de uma boca aberta, ou de qualquer outra expressão, revelada através da imagem. Ao longo dos meus 14 anos de experiências jornalísticas – que somam estágios no jornal Destaque, jornal Correio de Gravataí, jornal Diário de Canoas, assessoria de comunicação da Prefeitura de Esteio, na Agência de Comunicação da Unisinos (AgexCom), assessoria de comunicação na União de Associações de Moradores de Canoas, reportagem no jornal Primeira Hora, no Diário de Canoas, entre outras práticas - entendi que ser jornalista é estar aberto a aprender sempre. É estar disposto a lutar sempre. É gostar de gente. É gostar de vida. É gostar de desafios. É gostar de eternizar momentos.
Desejo, de coração, para todos os meus colegas de profissão, um maravilhoso DIA DO JORNALISTA. Agradeço a paciência, a parceria, as dicas importantes, de chefes e colegas de reportagem ou assessoria, que certamente somaram para a minha evolução. Que a gente possa compreender que as mudanças só acontecem através da união. Quando estamos juntos nos tornamos fortes para defender a nossa verdade. Não somos, como as histórias em quadrinhos ou o cinema já representou, super-heróis. Somos gente de carne e osso. Gente que sonha, que reflete, que sente, que adoece, que desanima, que tem suas limitações. Mas, principalmente, somos gente com a missão de construir pontes e promover mudanças sociais. Que nós, jornalistas, possamos, cada vez mais, reconhecer nossa missão e conquistar mais respeito e valorização. Que a gente consiga dar a nossa contribuição para um mundo melhor.

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