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Opinião

Triste 7 de Setembro

Por Redação em 13 de Setembro de 2013


Em 1956 escrevi, enquanto estudante, numa mensagem sobre o 7 de setembro o seguinte: “Remata-se hoje a Semana da Pátria com o dia da Independência, ou seja, o dia do Brasil por excelência – a data máxima da nacionalidade que historicamente mais significa para os brasileiros; e a que praticamente mais lhes fala ao coração.Aquele grito da independência, aquele grito da libertação do jugo lusitano que rompeu os lábios de D. Pedro I nas margens do Rio Ipiranga chegou até nós, e, quando pronunciado, transmite aos nervos da multidão um frêmito de emoção patriótica, um sensível incitamento ao dever cívico de cooperar na tarefa da construção de uma nação maior, mais sadia, mais justa, mais próspera, mais forte, mais feliz.Chegando D. Pedro com sua comitiva, o príncipe foi aclamado pelo povo que lhe viera ao encontro, erguendo-lhe vivas pela nobreza de seu caráter e palmas pela braveza de seu feito.Sim, grande, imensamente grande, indescritível em sua expansão foi o regozijo com que o povo brasileiro recebeu o proclamador da Independência!”
Assim descrevi em 1956 a Independência do Brasil. Eram ecos escritos naqueles anos que saíram de um coração juvenil cheio de patriotismo, cultivado no lar e principalmente na escola. Oh! Como se cultivavam as ações patrióticas! E quando então chegava o 7 de Setembro que alegria, quanta emoção, que sentimento de orgulho. O desfile então era o máximo. Sim, porque era o 7 de Setembro, o dia da Independência do Brasil!
E como foi triste nosso 7 de Setembro deste ano. Sem desfile, sem grito: Independência ou morte!
E porque será? Medo? Mas medo de que? Quem trabalha honestamente e vive uma vida digna, não tem o que temer. Ou querem minimizar esta exaltação patriótica primitiva, por uma outra? Será que as contingências próprias da época tumultuária em que vivemos significam perturbadoras ameaças para a ordem moral e jurídica? Mas não é comsubversão dos antigos padrões da conduta e dos costumes que se resolve uma mudança. Antes o caos se instala.

Não me refiro somente à Alvorada. Em todo o país, com raras exceções, não se viu, não se ouviu, como éramos acostumados, esta exaltação patriótica vibrante no dia 7 de Setembro.
O que será que está acontecendo? Será que de agora em diante será sempre assim?
Que triste 7 de Setembro.

Pastor Ari Pfluck

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