Quinta-Feira, 26 de Maio de 2022 |

SIMA

Appolo descumpre a Lei do Piso, despreza os Professores e zomba da legislação

Por Redação em 08 de Abril de 2022


Organizados pelo SIMA, os professores paralisaram as atividades exatamente no primeiro dia de abril, o Dia da Mentira. Ainda havia uma esperança de que o Governo Appolo honrasse a palavra empenhada por dois secretários (Administração e Planejamento) e pagasse o Piso do Magistério. Afinal, são somente R$ 304,03 separam o que hoje ganham os educadores do piso salarial pretendido e definido pela Lei 11.738, de 2008, que é descumprida pelo governo municipal. Em vez de pagar o piso, o prefeito prefere gastar mais de 300 mil no evento da volta aulas, em Viamão, coincidentemente no dia do aniversário da secretária da Educação.

Antes da paralisação, o SIMA tentou de tudo para convencer o governo a cumprir a lei e respeitar os professores. Os sindicalistas foram até a Câmara dos Vereadores e explicaram que, além de ser justa, a causa é amparada por lei federal, que deve ser cumprida por todos, principalmente pelos órgãos públicos.

Os diretores procuraram o prefeito Appolo, do MDB, que não compareceu na audiência marcada com ele e mandou o vice, Valter Slayfer, para conversar com os representantes dos Servidores. Mas os secretários da Administração, Luiz Carlos Telles, e da Fazenda, Marcelo Machado, foram hostis e disseram que preferiam seguir a orientação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que incentiva os prefeitos de todo o país a passar por cima da lei (que manda reajustar do Piso Nacional do Magistério em 33,24%) e aplicar somente o INPC de 2021, medido pelo IBGE em 10,16%.
Mesmo com a portaria editada pelo presidente da República, em 04/02, validando o piso, Machado e Telles partiram para a agressão, assumindo que agem como foras-da-lei, como todo o Governo Appolo.

NO DIA DA MENTIRA, A DENÚNCIA DOS PROFESSORES

Mas a manifestação ordeira e pacífica do dia 1º de abril foi vista com desconfiança pelo governo, que convocou grande contingente de policiais da Guarda Municipal para vigiar os Professores, como se fossem bandidos ou marginais.

Outra vez, o prefeito Appolo fugiu do enfrentamento com os educadores e não recebeu a comissão negociadora, da qual o SIMA faz parte. Tanto no turno da manhã, como na tarde e até na noite, os professores demonstraram o descontemento da classe com tamanho desrespeito.

OUTRO ATO E MAIS APELOS

Diante de tanta intransigência, SIMA e Professores voltaram à Praça Leonel Brizola, onde está a prefeitura, na tarde de 06/04, para denunciar aos alvoradenses a recusa o governo municipal em cumprir a lei e pagar o Piso do Magistério. Os educadores deixaram clara a disposição de seguir lutando pela afirmação da Lei do Piso, sem descartar a realização de novas paralisações. Em todas as quartas-feiras, haverá manifestações na praça, que reforçam a determinação em fazer valer a lei.

Rodinei Rosseto, presidente do SIMA, lamentou a precariedade da estrutura de ensino em Alvorada, que é vista nas condições físicas das escolas, na qualidade da merenda e ainda em atitudes como a proibição de que alunos repitam a refeição. Também a falta de professores de inclusão demonstra que o Governo Appolo não está aplicando na Educação os 25% do orçamento determinados pela legislação.

Nos últimos quatro anos do Governo Appolo é reincidente em baixo investimento na Educação. O Sindicalista questiona: qual é o destino desse recurso que não é investido?

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