Quinta-Feira, 26 de Maio de 2022 |

SIMA

Com estruturas precárias e sem valorização, servidores públicos adoecem em Alvorada

Por Redação em 25 de Fevereiro de 2022


Sempre que o SIMA cobra condições de trabalho decentes para os servidores públicos de Alvorada é porque administração municipal não percebe que o problema vai além de questões como jornada e remuneração, mas envolve as condições físicas e mentais, assim como a estrutura e o ambiente de trabalho. Sem dar importância aos fatos, a administração maltrata os trabalhadores, exercendo tortura psicológica.

A má gestão de pessoal e o assédio moral praticado contra os servidores tem gerado insegurança e causado adoecimento, que aparece na forma de alteração de sono, taquicardia, tensão e ansiedade.

Contrário ao sucateamento do serviço público, a privatização e a terceirização sem limites, o SIMA tem apontado os problemas da estrutura, que saltam ao olhos da população. Acompanhados de um Engenheiro do Trabalho e um técnico em Segurança no Trabalho, inspecionamos todos os setores do serviço público, construindo um relatório amplo e respaldado na legislação.

ESTRUTURAS PRECÁRIAS

Na SMOV, os Servidores estão expostos a todo tipo de risco. Encontramos trabalhadores da marcenaria atuando em condições análogas ao trabalho escravo.

Quando chove, a água entra pelas frestas e rachaduras, afetando a normalidade do ambiente. A fiação elétrica está exposta e os banheiros sem condições de uso.

Trabalhadores de contrato emergencial encaram a limpeza da Lagoa do Cocão sem Equipamento de Proteção Individual (EPI)

Denúncias feitas contra a aglomeração de Agentes de Saúde, punidos pelo governo por causa de um dia de trabalho.

ADOECIMENTO DE EDUCADORES

Esse contexto de precariedade agrava as condições de saúde dos professores e trabalhadores da Educação. A pressão e a precarização das relações de trabalho faz com que o professor deixe de ser um gestor para ser um tarefeiro e pare de trocar experiências para o preparo das aulas, junto com outros colegas e a equipe. Mas o governo ignora que a matéria prima dos educadores são as relações humanas, comprometidas com o fim da democracia nas escolas.

Os estudantes também trazem angústia para a escola, pois não sabem qual será o processo avaliativo, e os pais decepcionados ao saber que Appolo gastou milhões com a festa de retorno dos professores, ao invés de melhorar o salário dos educadores. Aliás, o professor sequer recebe o Equipamento de Proteção Individual (EPI), que são máscara e álcool.

DESVALORIZAÇÃO

Além de receber os piores salários e ver o governo negar o pagamento do Piso Nacional do Magistério, os professores ainda são ameaçados com a medidas como a PEC 32, da reforma administrativa, que pretende privatizar os serviços públicos.

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