Sbado, 04 de Dezembro de 2021 |

SIMA

Governo Appolo e vereadores desprezam audiência pública sobre a Bolsa do PSF

Por Redação em 08 de Outubro de 2021

(Foto: Divulgação)


O descaso do governo municipal e dos vereadores de Alvorada é revoltante. Convocada pela presidência da Câmara para explicar o corte do abono para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), a secretária de Saúde ignorou o chamado e não compareceu.

Atitude semelhante foi assumida pela maioria dos vereadores: dos 17 representantes, apenas cinco compareceram à sessão, como se houvesse uma combinação prévia entre eles e a titular da Saúde do município. Os vereadores que estavam presentes preferiram ficar calados, como se não houvesse críticas a fazer sobre a postura da secretária e da própria prefeitura.

"Puxadinho da Prefeitura"

Indignado, o presidente do Sindicato dos Municipários de Alvorada (SIMA), Rodinei Rosseto, considerou como ultrajante a conduta dos ausentes, que demonstraram total desprezo às necessidades dos Servidores.

Para o dirigente sindical, a Câmara tem se mostrado uma extensão da prefeitura, como se fosse um “puxadinho” ou mais um departamento do poder municipal.

A FALTA DE PAGAMENTO DA BOLSA DO PSF(Programa Saúde da Família) das Agentes Comunitárias de Saúde (ACS), Agentes de Combate às Endemias (ACE) e demais profissionais se deve à coragem desses trabalhadores de participar da mobilização de 18 de agosto e lutar por seus direitos. Junto aos diretores do SIMA, os servidores cobraram o pagamento de benefícios atrasados e aproveitaram para expressar a rejeição à Reforma Administrativa (PEC 32), em ato realizado em frente à Secretaria da Saúde.

A destacada atuação desses profissionais no atendimento durante a pandemia, nos sábados, fez com que acumulassem horas trabalhadas além do normal. Por esse motivo, o corte do ponto foi um ato de maldade da prefeitura, que poderia ser evitado.

Ao invés de conversar e encaminhar a solução dos problemas, a prefeitura preferiu cortar o ponto dos ativistas sem justificativa, já que não questionou a legalidade da paralisação. Essa falta retirou do salário das ACS, ACE e outros servidores quantia superior a R$ 600.

AO INVÉS DE DIÁLOGO, INTRANSIGÊNCIA

As ações do SIMA em defesa dos Servidores têm esbarrado na habitual intransigência do prefeito e dos integrantes do executivo. O caso do corte do ponto exemplifica essa conduta, pois, antes de organizar o protesto, o presidente do SIMA procurou o prefeito Appolo do Amaral buscando uma solução prática para a questão.

Agindo da mesma forma, a secretária Neusa Abruzzi ignorou a audiência pública, recusando-se a sequer apresentar um posicionamento a respeito.

Ainda assim, o SIMA, por seu presidente e diretoria, perseguem o caminho do entendimento, mesmo diante de sucessivas demonstrações de intolerância por parte da administração municipal. Nossa missão é resguardar os direitos e interesses dos servidores públicos municipais.

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