Sexta-Feira, 01 de Julho de 2022 |

SIMA

Governo Appolo tolera o monopólio no transporte coletivo, que sacrifica toda a população alvoradense

Por Redação em 10 de Junho de 2022


Quem mora em Alvorada e depende de transporte público para se locomover enfrentando, diariamente, superlotação, cortes de linhas e dificuldade para conseguir embarcar nos coletivos. Entidades sociais, como o SIMA, somam forças à comunidade na cobrança de providências para a solução desse problema crônico, que a prefeitura não pode mais ignorar. Sobram motivos para reclamar: baixa qualidade de atendimento e no respeito aos usuários, falta de pontualidade nos horários e superlotação dos ônibus, devido à oferta insuficiente de linhas nos bairros.

Com população estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 212 mil habitantes, Alvorada conta com apenas uma empresa para realizar o transporte municipal, a Viação Alvorada Ltda (VAL), e uma que faz o trajeto intermunicipal, a Soul.

A redução no número de passageiros causada pela pandemia levou a VAL a reduzir, em abril de 2020, as linhas de ônibus em mais de 60%, mantendo apenas quatro dos 11 itinerários disponíveis. A tarifa municipal, porém, manteve o custo de R$ 4,70.

COMUNIDADE SOFRE COM DESCASO

O descaso com o transporte público prejudica a todos, especialmente as crianças e jovens, que precisam dos ônibus para ir à escola. O problema também é sentido na pele pelo usuário, que vira sardinha em lata dentro dos ônibus lotados.

Além de precisar esperar por muito tempo na parada, os passageiros ainda se veem obrigados a pegar dois ônibus para fazer trajetos curtos. Sem falar das vezes em que os ônibus passam reto, sem parar para o embarque por que já estão lotados. Em alguns bairros, em que as linhas foram extintas, a população tem de caminhar longas distâncias.

RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO

Mas o dever de garantir que as empresas concessionárias coloquem uma quantidade suficiente de ônibus para acabar com a superlotação é da administração pública. Conforme o artigo 30 da Constituição Federal, o sistema de transporte coletivo no Brasil é de responsabilidade do município e cada cidade deve organizar e prestar o serviço público de transporte, de forma direta ou indireta.

A forma indireta, que é predominante, ocorre quando o município delega à iniciativa privada a exploração e manutenção desse serviço, por meio de concessões à empresas privadas de explorar o transporte. Infelizmente, as prefeituras deixam a fiscalização de lado e as empresas livres para operar como bem entendem.

POR UM CONSELHO POPULAR NA QUESTÃO

O SIMA reivindica a a criação de um conselho popular para levantar informações e apontar medidas que visem melhorar a qualidade do sistema, ou, então, que seja aberta uma concorrência pública urgentemente, para que novas empresas ofereçam opções de serviços competitivos e com tarifa justa. O monopólio, que é tolerado pelo Governo Appolo, com o aval dos vereadores, deixa a população refém de uma única opção no transporte coletivo.

Apelamos aos órgãos responsáveis, como DNIT, Metroplan, Câmara Municipal e à própria Secretaria Municipal de Segurança Mobilidade Urbana (SMSMU), para que intervenham no assunto, promovendo uma auditoria que encontre uma solução imediata para esse problema, que infelicita a comunidade alvoradense.

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