Quinta-Feira, 26 de Maio de 2022 |

SIMA

Insegurança na volta às aulas, agravada pelo descontentamento

Por Redação em 11 de Fevereiro de 2022

(Foto: Divulgação)


Estamos retornando às escolas municipais e o que era sempre um sentimento de retorno, de recomeço, traz hoje um gosto amargo, causado pelo descaso da administração municipal. De todos os lados, percebemos os sinais desse abandono, desse sucateamento de quem parece não se importar com a saúde, com a educação, com a segurança e com a qualidade do serviço prestado à população mais fragilizada da cidade: as nossas crianças.

A vacinação dos alunos segue à conta-gotas. Faltam investimentos para qualificar o atendimento nos postos, alguns sem condições devido ao estado precário, sem número suficiente de profissionais e, quando existem, faltam equipamentos para tornar mais ágil a vacinação das crianças. O aumento significativo de casos no Rio Grande do Sul, somado ao aumento dos casos de influenza, exige organização, investimento e maior resposta das autoridades locais no retorno às aulas, o que ainda não notamos nas ações da prefeitura.

Na educação, novamente o desgoverno: após um fim de ano em que o governo recusou-se a aplicar na qualificação salarial dos trabalhadores da Educação, mesmo tendo sido demonstrado que não foi investido o mínimo legal em educação, vemos um dispêndio considerável de recursos públicos em uma mega formação, em plena pandemia, juntando 1.200 professores !!

Como está sendo planejado este retorno? O Conselho Municipal de educação ainda não recebeu nenhum documento, calendário, planejamento desta retomada. Desde ano passado, os representantes dos trabalhadores solicitam informações. Como resolver o problema do excesso de alunos por sala de aula? Já retiraram as máquinas de ozônio, inadequadas para o combate à pandemia? Não é seguro utilizar tais equipamentos em ambientes com pessoas presentes.

PERGUNTAS QUE DEVEM SER RESPONDIDAS

Como se pretende reorganizar o currículo para a recuperação de aprendizagem dos estudantes? Qual o investimento que este governo vai fazer para esta recuperação? Ou se quer jogar todo o peso institucional da recuperação nos mesmos trabalhadores da Educação a quem o governo negou o piso salarial, assim como negou o investimento salarial dos 70% do Fundo de Desenvolvimento da Educação (Fundeb), destinado, por lei, para valorização dos educadores?

Serão também esses educadores, sem monitores, sem previsão de formação específica para atendimento em educação especial, que vão atender salas superlotadas e com crianças com necessidade de atendimento diferenciado?

Muitas perguntas sem resposta. Um retorno de reencontro e de recomeço, que deveria ser esperançoso e capaz de alimentar e motivar nossa resistência, arduamente testada durante esta pandemia.

NÃO FUJAMOS À LUTA! RETORNEMOS!

O SIMA defende o retorno consciente, com os devidos protocolos e cuidados necessários à proteção de Servidores e comunidade escolar. Com o investimento necessário, na Educação, na Saúde e na Assistência, para que, de fato, possamos atender e recuperar o processo de aprendizagem de nossos jovens e crianças.

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