Segunda-Feira, 02 de Agosto de 2021 |

SIMA

SIMA defende retorno presencial das aulas após imunização completa dos profissionais

Por Redação em 21 de Maio de 2021


O SIMA defende, desde o início da Pandemia de Covid-19, que Profissionais da Educação deveriam ser incluídos entre os primeiros grupos a receber a vacinação. Afinal, categoria representa uma parte importante do corpo de profissionais seja do setor público, seja do setor privado. E, além da função principal de formação de jovens cidadãos e profissionais, a educação, em especial a educação infantil cumpre um papel fundamental para mães e pais trabalhadores.

Foram meses de diálogo e pedidos da categoria para que estes profissionais fossem vacinados. Mesmo após a decisão judicial do Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a suspensão da vacinação em Esteio, e sem alterar o cronograma estabelecido pelo Plano Nacional de Imunização, a Secretaria Municipal de Saúde de Alvorada deu início a vacinação dos profissionais da educação na tarde do dia 18 de maio. No mesmo dia, a SMED divulgou data de retorno das atividades presenciais já para a próxima segunda-feira, dia 24 de maio

Vacinar os profissionais da educação é um passo importante para toda a sociedade, pois permite o pleno funcionamento das instituições de ensino e garante o direito à saúde destes profissionais, dos estudantes e das famílias. De acordo com as recomendações dos laboratórios que produzem as duas vacinas disponíveis no Brasil (CoronaVac e Astra/Zeneka) a imunização completa se dá após o recebimento da segunda dose. Sendo assim, as atividades presenciais somente deveriam ser autorizadas após a imunização completa dos profissionais de educação.

Em todo o RS já são 33 o número de cidades que precisaram suspender as aulas presenciais devido a surtos em escolas. Caxias do Sul, Rio Grande, Santa Maria e Passo Fundo são algumas delas. Em Alvorada, relatos e denúncias que chegam ao Sindicato têm sido encaminhadas às entidades competentes

A orientação padrão para as escolas é para que profissionais e estudantes com sintomas sejam afastados e, após a confirmação do teste, as aulas nas escolas sejam suspensas em toda a instituição se constatado surto. O retorno presencial já era esperado, mas não há porque voltar às pressas e sem a garantia dos protocolos e da imunização dos trabalhadores que vão atuar no atendimento educacional.

Perguntas sobre o retorno às aulas presenciais:

• Existe Portaria ou Documento oficial que nomeia os representantes do COE de cada escola?
• Caso seja iniciada a imunização em profissionais da educação, será respeitado o período de quinze (15) dias de intervalo para a primeira (1ª) dose da vacina para Covid-19 em profissionais que receberam a vacina para H1N1?
• Vai ser respeitado o prazo de desenvolvimento de anticorpos de cada vacina (CoronaVac/AstraZeneka) antes do retorno presencial?
• Em caso de identificação de contágio, qual / quais medidas serão tomadas para evitar que se identifique surto e que se propague na comunidade? Haverá testagem dos demais profissionais que tiveram contato com a pessoa que positivou?
• Os EPI’s disponibilizados seguem as normas sanitárias da OMS?
• As máscaras disponibilizadas aos profissionais serão de do tipo NR95, PFF2 ou cirúrgica?
• Cada escola possui no mínimo um (1) termômetro digital?
• Será realizada a retirada das classes excedentes das salas de aula, para aumentar o espaço de circulação dos estudantes e facilitar a higienização e limpeza do local?
• Como será feito o acompanhamento entre estudantes que estarão em atividade presencial e os que seguirão em atividade remota?
• Como será feita distribuição de profissionais e carga horária para atender as atividades presencial e remotas?
• Há profissionais de limpeza disponíveis para atender as demandas de cada escola?

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