Segunda-Feira, 27 de Setembro de 2021 |

SIMA

Um mês após o retorno das aulas, a quantas anda a educação em Alvorada?

Por Redação em 18 de Junho de 2021


Estamos em meio ao retorno presencial na rede municipal de ensino no município de Alvorada, mas vale pontuar estamos também no meio de uma pandemia, com novas variantes, vacinas a passos lentos e testagens longe de se dizer a ideal para conter o ritmo de contaminação. Em meio a tudo isso, a Educação em Alvorada parece uma “babilônia de problemas”. Com denúncias de desorganização por parte da atual gestão, fica até complicado tentar explicar as várias pontas soltas em todo este processo.

Alguns exemplos vivenciados nos últimos dias como escolas com casos de Covid-19 confirmados e sem um mapa, ou um critério de ação. Quatro professores infectados ao menos tempo em uma escola, o protocolo orienta o fechamento e a esterilização do local. Contudo, as instituições seguem funcionando. Os professores são afastados, mas, e os outros profissionais, que estavam trabalhando ou sendo atendidos pelos mesmos? Estes profissionais que tiveram contato com os infectados, foram testados? E se houve contágio, eles podem estar também assintomáticos e transmitindo a outros? A comunidade escolar tem ciência do que ocorre? São diversas perguntas, que os servidores e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada têm feito e refeito.

A verdade, é que o retorno escolar ocorre sem transporte escolar, sem aumento dos recursos humanos para higienização dos locais que receberam as crianças ou para atendê-las, sem recursos de internet (ainda, após um ano e meio de pandemia) para os educadores atenderem os que não retornam; sem o pagamento devido do vale transporte aos profissionais que retornaram ao trabalho presencial; sem o ciclo completo de imunização dos profissionais de educação. Isto tudo, nos faz perguntar por que a pressa em abrir as escolas, se ainda não está garantindo o direito aos profissionais e aos estudantes?

Como diz o ditado: “tudo que começa mal, termina mal” E é possível notar os primeiros efeitos negativos desta decisão, que acelerou o retorno sem ter os devidos cuidados e discussão com as partes envolvidas. Já se verifica omissão na obrigação de divulgar publicamente os casos suspeitos de Covid-19 que estão ocorrendo nas escolas, o que não permite às famílias o seu direito de saber se na escola de seu filho há casos ou não. Se a educação é essencial é preciso tratá-la como essencial, com preparo técnico e responsabilidade.

O SIMA tem recebido através dos seus canais de contato e do canal de denúncias “Radar da Covid-19 nas escolas” relatos de professores, pais sobre o cotidiano nas escolas e o cenário geral é de falta de cumprimento com os protocolos estabelecidos pela própria Secretária Municipal de Educação (SMED) e demais órgãos de controle. Denunciamos, antes mesmo do início das aulas presenciais, que não havia publicidade dos responsáveis pela organização escolar de cada instituição e que os próprios profissionais desconheciam as normas e regras que deviam ser seguidas. Os que tinham conhecimento, obtiveram informações através da iniciativa própria, pois não haviam recebido diretamente as orientações sobre o retorno.

O apoio da comunidade escolar para fiscalizar o uso dos recursos da educação e o cumprimento das medidas de segurança sanitária é fundamental. As denúncias que chegam aos dirigentes sindicais tem possibilitado aos trabalhadores maior tranquilidade na busca pela garantia de um ambiente escolar seguro para todos. Este é o objetivo, garantir segurança para que possamos retomar as atividades. Há quem critique e use da argumentos puramente conservadores e negacionistas para maquiar uma situação caótica. Precisamos combater o pensamento do atraso. O SIMA seguirá acompanhando o andamento das atividades escolares e tomará medidas para que os protocolos e o direito à vida e à educação sejam respeitados.

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